“E enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: ‘Senhor Jesus, recebe o meu espírito!’ Então, ajoelhando-se, gritou bem alto: ‘Senhor, não os condenes por causa deste pecado!’ E, depois que ele disse isso, morreu.” (Atos 7:59, 60)
Em certas ocasiões, a fidelidade pode ter um custo elevado. Para Estêvão, o preço foi a própria vida. Pessoas como ele preferem encarar o apedrejamento a fazer uma entrega parcial a Deus. É evidente que nem todos seremos chamados a enfrentar consequências extremas, como Estêvão, mas, se isso acontecer, que nosso único objetivo seja glorificar a Deus.
Os melhores sermões nem sempre terminam com a aprovação do público.
Um discurso centrado em Cristo não custa pouco; na verdade, custa tudo.
Não importa se o preço é o sofrimento ou a própria vida; quem é fiel a Deus busca cumprir a vontade do Salvador a todo instante, independentemente das circunstâncias.
Ouvi certa vez que a confiança do mártir é concedida por Deus no momento da necessidade. No entanto, acredito que essa confiança seja construída muito antes, nas decisões do dia a dia. Se hoje tivermos dificuldade em fazer o mínimo para Deus, o que nos faz pensar que entregaremos nossa vida por Ele quando isso nos for exigido?
Reflita um pouco sobre alguns aspectos de sua vida:
- A fidelidade nos dízimos e ofertas
- A observância do sábado
- O testemunho pessoal
- O cuidado com o corpo
- O uso adequado das palavras
Você está sendo fiel a Deus nesses pontos? Essa pergunta é importante, pois, se não estivermos dispostos a viver por Jesus, dificilmente teremos coragem de morrer por Ele.
Vivemos hoje em um período do cristianismo no qual o compromisso pessoal é tão raso que qualquer desafio nos incomoda. Não devemos ser saudosistas quanto à época dos martírios nem desejar que ela retorne, mas precisamos pedir forças a Deus para que, se formos levados a uma situação semelhante em nossa jornada cristã, Ele nos fortaleça para não recuarmos.
Comentando sobre o martírio de Estêvão, Ellen G. White escreveu:
“Ele perdeu de vista a cena ao seu redor. Os portais do Céu se abriram, e Estêvão, olhando, viu a glória das cortes de Deus, e Cristo, como Se acabasse de levantar de Seu trono, pronto para amparar Seu servo prestes a sofrer o martírio por Seu nome.”
(História da Redenção, p. 185)
Você também estaria disposto a viver e morrer por seu Salvador?