Introdução com o título da lição
“Quando pensamos em maldade no mundo, o que vem à sua mente? Você já se questionou por que o mal existe, mesmo sabendo que Deus é bom e todo-poderoso? Por que há sofrimento, injustiça e dor, se Deus é tão amoroso? Talvez você já tenha se perguntado isso em algum momento da sua vida. Este é um dos maiores dilemas enfrentados por aqueles que buscam entender a bondade de Deus em um mundo marcado pelo mal. Mas será que podemos entender tudo sobre isso? O que a Bíblia e o Espírito de Profecia têm a nos ensinar sobre o problema do mal? Hoje, vamos explorar essa questão, buscando respostas que, embora não sejam definitivas sobre todo o sofrimento humano, nos trazem conforto e esperança para nossas almas.”
Versículo para memorizar:
Agora, antes de começarmos a explorar a lição, vamos ler o versículo de Apocalipse 21:4, que diz:
“Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. E não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque as primeiras coisas são passadas.” (Apocalipse 21:4)
Este versículo é uma promessa de Deus. Ele nos assegura que, no futuro, Ele removerá todo o mal. Embora o sofrimento, a dor e o mal sejam uma realidade no presente, a promessa de Deus é que um dia isso tudo será transformado. A Bíblia nos ensina que, no fim, Deus já determinou o fim do mal e de todas as suas consequências. Esta é uma promessa de consolo e esperança.
Apesar de vivermos em um mundo onde a maldade parece prevalecer, sabemos que essa situação não é permanente. Deus tem um plano e, em Sua sabedoria, Ele irá erradicar o mal no tempo devido. O que podemos aprender a partir disso? Como devemos viver enquanto aguardamos o cumprimento dessa promessa? Essas são algumas das questões que vamos explorar ao longo deste estudo, com a certeza de que, apesar da presença do mal, Deus já garantiu sua vitória sobre ele.
Sábado: “O Problema do Mal”
Contextualização: Sábado, o dia de abertura da lição, introduz o tema central do estudo: “O Problema do Mal”. Ao começar, podemos perguntar aos alunos: “Você já parou para refletir sobre o que seria viver em um mundo sem sofrimento, dor ou maldade? Como você se sente quando pensa que Deus é bom, mas ainda assim o mal existe?” Essas perguntas ajudam a envolver os alunos desde o início, promovendo uma reflexão pessoal sobre a realidade do mal no mundo.
A lição de sábado traz uma grande questão que é usada por muitas pessoas para duvidar da bondade de Deus: “Se Deus é bom e todo-poderoso, por que o mal existe?” A presença do mal parece contradizer a ideia de um Deus bom e justo. A Bíblia, porém, nos ensina que o mal é uma consequência do livre-arbítrio dado por Deus às suas criaturas. No entanto, também nos garante que o mal tem um fim determinado. Deus, no final, erradicará o mal para sempre.
Perguntas para reflexão:
-
“Por que, na sua opinião, Deus permite que o mal exista, mesmo sabendo do sofrimento que ele causa?”
- (Dê aos alunos a oportunidade de refletir sobre a pergunta, estimulando uma conversa sobre o livre-arbítrio e a liberdade de escolha. Eles podem responder a partir de suas próprias experiências e conhecimentos bíblicos. Depois, destaque que o livre-arbítrio é essencial para que o amor exista, como explicado em Gênesis 2:16-17 e em Ellen G. White, em Cristianismo Puro e Simples.)
-
“Se Deus já sabe que o mal existirá e que ele causará dor e sofrimento, por que Ele ainda permite sua existência?”
- (Aqui, você pode explicar que o mal existe temporariamente, mas Deus o permite para preservar o livre-arbítrio das Suas criaturas, o que é fundamental para o amor genuíno. Como Lewis diz, sem o livre-arbítrio, não haveria amor, bondade ou alegria verdadeira. Destaque o conceito de que o amor não pode ser forçado, e a liberdade para escolher é uma parte fundamental do plano de Deus.)
Aprofundando com Ellen G. White:
- Após a discussão, você pode trazer uma citação de Ellen G. White que aborda a questão do mal e do sofrimento. Por exemplo, em O Desejado de Todas as Nações (p. 11), Ellen G. White diz que “o amor não pode ser imposto, não pode ser conquistado pela força ou autoridade. Só o amor desperta amor.” Isso reforça a ideia de que, para que o amor verdadeiro exista, deve haver a liberdade para escolher, e o mal é uma consequência da escolha errada de alguns.
Fechamento: Ao concluir o estudo de sábado, pergunte aos alunos: “Como você se sente sabendo que, apesar do mal agora, Deus tem um plano para erradicar o sofrimento? Como essa promessa impacta sua fé?” Esse questionamento ajuda os alunos a refletirem sobre a confiança em Deus, apesar das dificuldades e do sofrimento que podem experimentar na vida.
Por fim, finalize com a leitura de Apocalipse 21:4, lembrando os alunos da promessa de Deus de um futuro sem maldade, dor ou sofrimento. Este versículo oferece uma esperança firme e inabalável de que o mal será derrotado de forma definitiva no fim da história.
Domingo: “Até Quando, Senhor?”
Contextualização: No domingo, a lição começa com uma reflexão sobre o sofrimento e o mal presentes no mundo. O título “Até Quando, Senhor?” é retirado de Salmos 13, onde o salmista expressa um sentimento de abandono e questiona a Deus sobre o sofrimento que parece durar por tanto tempo. Você pode começar com a seguinte pergunta para engajar os alunos: “Você já passou por uma situação em que sentiu que Deus estava demorando para agir? Como você se sentiu ao questionar Deus sobre isso?”
A lição nos leva a entender que, assim como o salmista, todos nós, em algum momento, sentimos a angústia de não ver uma solução imediata para o mal ou sofrimento ao nosso redor. A angústia do salmista é uma reflexão genuína sobre o sofrimento humano e sobre como lidamos com a aparente demora de Deus em agir.
Perguntas para reflexão:
-
“O que o salmista expressa em Salmos 13? Como você acha que ele se sentia ao perguntar ‘Até quando, Senhor?'”
- (Essa pergunta permite que os alunos se conectem com a experiência do salmista. O salmista expressa um sentimento de desespero e abandono, o que pode ser algo com o qual muitas pessoas se identificam, especialmente quando estão enfrentando dificuldades. A sensação de que Deus está distante ou que não há resposta para o sofrimento é algo comum.)
-
“Já se sentiram como o salmista, questionando por que Deus permite que o mal continue por tanto tempo?”
- (Os alunos podem compartilhar experiências pessoais ou de observação sobre como lidaram com momentos de dor ou sofrimento, e a dificuldade de entender o propósito de Deus nesses momentos. Essa troca ajuda a humanizar a experiência, mostrando que não estamos sozinhos nas nossas perguntas e dúvidas.)
Explorando as respostas de Deus: Neste ponto, você pode perguntar aos alunos o que acham que Deus fez ou faria em uma situação de sofrimento profundo, como a do salmista. O que poderia ser a resposta divina a essas angústias? O versículo de Salmo 13:5-6 nos mostra que, apesar da angústia do salmista, ele escolhe confiar no Senhor e celebrar Sua salvação. Isso traz uma lição poderosa: “Apesar de nossas dúvidas e lutas, podemos escolher confiar em Deus e celebrar Sua fidelidade.”
Aprofundando com Ellen G. White:
- Em O Desejado de Todas as Nações, Ellen G. White reflete sobre a confiança em Deus durante os momentos difíceis. Ela diz que Deus, embora permita o sofrimento temporário, usa isso para nos moldar e para nos ensinar mais sobre Seu caráter e amor. A confiança em Deus, mesmo no sofrimento, é um passo importante na caminhada cristã.
Perguntas para reflexão adicional:
-
“Como podemos aprender a confiar em Deus durante momentos de sofrimento, como fez o salmista?”
- (Aqui, você pode destacar a importância de olhar para a fidelidade passada de Deus e como Ele tem sido constante em nossa vida, mesmo quando as coisas não parecem fazer sentido. Encoraje os alunos a refletirem sobre momentos em que viram a mão de Deus em suas vidas, mesmo durante dificuldades.)
-
“Como você acha que a confiança em Deus pode nos ajudar a enfrentar o mal e o sofrimento de maneira diferente?”
- (Este é um bom momento para os alunos compartilharem suas perspectivas sobre como a confiança em Deus pode trazer paz, esperança e resiliência em tempos de dificuldade. Pode ser útil reforçar que a confiança não significa ausência de dúvidas, mas a escolha de acreditar na bondade de Deus, mesmo quando não entendemos o sofrimento.)
Fechamento: Ao finalizar o estudo de domingo, você pode reforçar a lição principal: “Embora possamos sentir que Deus está distante ou que o sofrimento é interminável, a Bíblia nos ensina que podemos confiar em Sua fidelidade e em Sua capacidade de trazer solução no tempo certo.”
Além disso, finalize com uma leitura de Salmos 13:5-6, destacando o ato de confiança e celebração que o salmista escolheu fazer, apesar de sua angústia. Isso serve como um lembrete de que, mesmo em tempos de crise, temos a oportunidade de confiar e louvar a Deus pela Sua salvação.
Segunda-feira: “Por que Deus permite o mal?”
Contextualização: Na segunda-feira, a lição começa a explorar a questão complexa de como lidar com a existência do mal, especialmente considerando que Deus é bom e todo-poderoso. A lição nos desafia a entender que, mesmo diante do mal, a fé em Deus pode ser um caminho para a compreensão. Para engajar os alunos, você pode começar com a seguinte pergunta: “Por que vocês acham que Deus permite o mal, mesmo sabendo dos sofrimentos que ele causa?”
Essa pergunta é desafiadora, pois envolve o entendimento profundo de temas como o livre-arbítrio, o grande conflito cósmico e o plano de salvação. No entanto, também abre espaço para uma reflexão sobre a confiança em Deus, mesmo quando não conseguimos entender completamente os Seus caminhos.
Perguntas para reflexão:
-
“O que o texto de Isaías 55:8-9 nos ensina sobre os pensamentos e caminhos de Deus?”
- (Em Isaías 55:8-9, Deus nos lembra que Seus pensamentos e caminhos estão além da nossa compreensão. A lição nos ensina que, como seres humanos, temos um entendimento limitado, e nem sempre conseguimos perceber as razões de Deus para permitir o mal no mundo. É importante que os alunos reflitam sobre essa limitação humana, especialmente quando se trata de questões profundas sobre o sofrimento e o mal.)
-
“Como vocês acham que o conhecimento limitado da humanidade influencia nossa compreensão sobre o sofrimento e o mal?”
- (A ideia central aqui é que, como criaturas limitadas, não temos toda a visão e compreensão que Deus tem. Isso nos ajuda a reconhecer que nossas percepções e respostas diante do mal podem ser incompletas. A limitação do conhecimento humano nos lembra da necessidade de confiar em Deus, que tem uma visão e um plano muito maiores.)
Explorando o conceito de ‘teísmo cético’: A lição introduz o conceito de “teísmo cético”, que sugere que, embora não possamos entender completamente as razões de Deus para permitir o mal, isso não significa que Ele não tenha boas razões para agir da forma que age. Para aprofundar esse conceito, você pode perguntar: “O que vocês acham que significa ser um ‘teísta cético’? Como isso nos ajuda a lidar com o mal no mundo?”
O “teísmo cético” não se opõe à crença em Deus, mas reconhece que, devido à nossa limitação, não podemos entender todas as razões de Deus para o mal. Essa visão enfatiza a confiança em Deus, mesmo em nossa falta de compreensão.
Exemplo do salmista: Na lição, é destacado como o salmista, no Salmo 73, enfrentou um dilema semelhante ao ver a prosperidade dos ímpios e o sofrimento dos justos. No início, ele questiona o sentido do sofrimento e se sente desconcertado com o mal ao seu redor. No entanto, quando ele entra no santuário de Deus, sua perspectiva muda, e ele começa a compreender que há um Juiz justo que trará a justiça no tempo devido. Você pode perguntar aos alunos: “O que vocês acham que fez a diferença para o salmista ao entrar no santuário de Deus? Como isso pode nos ajudar a ver o mal de uma forma diferente?”
Explorando a resposta do salmista e a visão do santuário: O santuário é apresentado como uma chave para mudar a visão do salmista sobre o sofrimento e o mal. A compreensão de que há um Juiz justo que fará justiça no momento certo traz esperança e perspectiva à situação. Isso nos ajuda a entender que, mesmo quando não vemos uma solução imediata para o mal, podemos confiar que Deus trará justiça no tempo certo.
Reflexão com Ellen G. White: Em O Desejado de Todas as Nações, Ellen G. White enfatiza a importância de reconhecermos que, mesmo diante do sofrimento, há um plano maior em ação e que Deus está no controle. Ela fala sobre a confiança em Deus como um passo fundamental para encontrar paz no meio do sofrimento. Você pode compartilhar um trecho dessa obra com os alunos, destacando que a confiança em Deus é uma parte crucial da caminhada cristã, especialmente quando lidamos com o problema do mal.
Perguntas de fechamento:
-
“Como podemos aprender a confiar em Deus, mesmo quando não entendemos o motivo do mal e do sofrimento em nossa vida?”
- (Aqui, você pode destacar que, apesar das dúvidas e questionamentos, a confiança em Deus é um caminho para encontrar paz. Ele sempre tem um propósito maior, mesmo que não possamos ver isso imediatamente.)
-
“De que forma o salmista nos ensina a encontrar esperança no meio da angústia e do sofrimento?”
- (A lição do salmista nos ensina que, ao olharmos para Deus e ao reconhecermos Sua justiça, podemos encontrar conforto e esperança, mesmo quando a situação parece desesperadora.)
Fechamento: Ao finalizar o estudo de segunda-feira, você pode reforçar a lição principal: “Apesar de não entendermos completamente as razões de Deus para permitir o mal, a confiança em Sua sabedoria e justiça nos ajuda a lidar com o sofrimento, sabendo que Ele tem um plano maior para nós.”
Incentive os alunos a refletirem sobre como a confiança em Deus pode trazer uma nova perspectiva sobre o sofrimento e como o exemplo do salmista nos ensina a confiar no Juiz justo e em Sua resposta no tempo certo.
Terça-feira: “O salmista e a visão do santuário”
Contextualização: Na terça-feira, a lição nos leva a explorar a experiência do salmista, que questiona o sofrimento e a prosperidade dos ímpios. Ao refletir sobre esses dilemas, o salmista encontra sua resposta quando entra no santuário de Deus. Para introduzir o tema de forma interativa, você pode começar com a seguinte pergunta: “Já houve momentos em que você questionou por que pessoas más parecem prosperar enquanto as boas sofrem? O que você faz quando essas perguntas surgem?”
Este é um excelente ponto de partida, pois todos enfrentam, de alguma forma, questionamentos sobre a injustiça e o sofrimento ao longo da vida. Esse dilema é uma das grandes questões abordadas na Bíblia, e o Salmo 73 fornece uma resposta crucial ao mostrarmos que, ao contemplarmos o plano divino, nossa perspectiva pode mudar completamente.
Perguntas para reflexão:
-
“O que o salmista nos ensina ao expressar suas dúvidas sobre a prosperidade dos ímpios? Como isso ressoa com nossas próprias experiências?”
- (O salmista começa o Salmo 73 questionando por que os ímpios parecem viver sem dificuldades, enquanto os justos enfrentam aflições. Essa dúvida é algo com o qual muitos de nós podemos nos identificar, principalmente quando olhamos para o sofrimento no mundo. O ponto central aqui é que ele expressa suas dúvidas e, ao fazer isso, mostra que podemos ser honestos com Deus sobre nossas angústias.)
-
“Por que o salmista se sentiu perturbado ao ver os ímpios prosperando? O que ele viu como ‘injustiça’ em sua realidade?”
- (O salmista viu os ímpios como pessoas que, apesar de sua maldade, viviam vidas de abundância e conforto, enquanto os justos, como ele, passavam por dificuldades. Ele via isso como um grande paradoxo, uma violação do princípio divino de justiça, o que gerava nele um sentimento de confusão e frustração.)
Explorando a resposta do salmista e a mudança de perspectiva: No entanto, a transformação do salmista ocorre quando ele entra no santuário de Deus. É neste momento que ele encontra a chave para compreender o mal e a injustiça do mundo: “Até que entrei no santuário de Deus, então entendi o fim deles” (Salmo 73:17). Aqui, a experiência do salmista mostra como a comunhão com Deus e a reflexão sobre Sua obra trazem clareza e perspectiva.
Você pode perguntar: “O que você acha que significa ‘entrar no santuário de Deus’? Como isso ajudou o salmista a entender o fim dos ímpios?”
A visão do santuário como solução: O santuário de Deus representa Sua presença, onde Ele revela Sua justiça e Seu plano de redenção. Para o salmista, essa experiência no santuário significou uma revelação espiritual, onde ele passa a ver a situação à luz da eternidade. No santuário, ele percebe que o fim dos ímpios não é algo que devemos temer, pois a justiça de Deus será feita.
A lição nos ensina que, assim como o salmista, também podemos encontrar respostas ao refletirmos sobre o caráter e o plano de Deus. Quando olhamos para a eternidade e o juízo divino, nossas perspectivas sobre o sofrimento e a prosperidade temporária dos ímpios mudam.
Exemplo de Ellen G. White: Em O Desejado de Todas as Nações, Ellen G. White escreve sobre a importância de termos uma visão celestial para entender o sofrimento humano. Ela afirma que, ao olharmos para a cruz, entendemos o quanto Deus sofre com o mal e a injustiça no mundo, mas também vemos que Ele já planejou um fim para tudo isso. A cruz nos dá a esperança de que o mal será destruído, e a justiça será feita no tempo devido.
Você pode compartilhar um trecho de O Desejado de Todas as Nações que fala sobre como Jesus, ao vir à terra, revelou a justiça de Deus e a solução para o problema do mal. Isso ajudará os alunos a entenderem melhor como a visão do santuário é, na verdade, uma revelação do plano redentor de Deus.
Perguntas de reflexão:
-
“O que significa para nós ‘entrar no santuário de Deus’ hoje? Como podemos aplicar essa experiência em nossas vidas?”
- (Hoje, ‘entrar no santuário’ pode ser visto como buscar a presença de Deus em oração, meditação e estudo da Palavra. Quando fazemos isso, nossa perspectiva sobre a vida e o sofrimento muda, assim como aconteceu com o salmista.)
-
“Como a visão da eternidade ajuda a lidar com as injustiças e o sofrimento que vemos no mundo ao nosso redor?”
- (Ao focarmos na promessa de que Deus trará justiça, podemos lidar melhor com as dificuldades que enfrentamos. A esperança de que tudo será restaurado nos dá força para suportar o sofrimento presente.)
Fechamento: Ao finalizar o estudo de terça-feira, lembre-se de ressaltar a principal lição: “Quando olhamos para as dificuldades e injustiças do mundo, é essencial que, assim como o salmista, busquemos uma perspectiva divina. O santuário de Deus nos revela que, apesar das aparências, Ele tem o controle, e a justiça será feita no momento certo.”
Incentive os alunos a refletirem sobre como, ao buscar a presença de Deus e compreender Sua justiça, podem encontrar paz e esperança diante das dificuldades e das aparentes injustiças do mundo.
Quarta-feira: “Livre-arbítrio e o mal”
Contextualização: Na quarta-feira, a lição nos apresenta a defesa do livre-arbítrio como uma das respostas ao problema do mal. De maneira prática, o livre-arbítrio é entendido como a capacidade dada por Deus a Seus seres criados de escolher entre o bem e o mal. A liberdade que Deus concedeu a Adão e Eva, e a todos nós, tem um grande peso no plano divino, pois é ela que possibilita o amor genuíno.
Para introduzir esse tema de forma interativa, pergunte aos alunos: “Você já se perguntou por que Deus nos dá o livre-arbítrio, sabendo que algumas pessoas farão escolhas erradas? Como podemos reconciliar o fato de Deus ser todo-poderoso e ao mesmo tempo permitir que as pessoas escolham o mal?”
Essa pergunta irá despertar neles a reflexão sobre a importância do livre-arbítrio, mas também sobre os riscos envolvidos. É interessante lembrar que, embora Deus tenha o poder para evitar o mal, Ele optou por conceder liberdade, pois o amor verdadeiro só pode existir onde há escolha.
Perguntas para reflexão:
-
“Por que você acha que o livre-arbítrio é tão fundamental para a experiência humana? O que ele tem a ver com o amor?”
- (O livre-arbítrio é essencial porque sem ele não seríamos capazes de amar verdadeiramente. O amor só é genuíno quando existe a escolha de amar ou não. Se Deus tivesse criado seres programados para amá-Lo sem escolhas, o amor não teria sentido. O livre-arbítrio também permite que o ser humano se relacione com Deus de forma voluntária e consciente.)
-
“Como a escolha de Adão e Eva no Jardim do Éden exemplifica o uso do livre-arbítrio, e o que podemos aprender com isso?”
- (Adão e Eva, ao escolherem desobedecer a Deus, demonstraram que o livre-arbítrio tem um alto preço. A liberdade de escolha traz consigo a possibilidade do erro, e as consequências dessa escolha são profundas, afetando toda a humanidade. Mas também aprendemos que, apesar da falha humana, Deus continua dando o livre-arbítrio como uma expressão do Seu amor por nós.)
Explorando a defesa do livre-arbítrio: A defesa do livre-arbítrio, apresentada por C.S. Lewis, é uma das respostas mais convincentes ao problema lógico do mal. Ele argumenta que, embora o livre-arbítrio possibilite o mal, é também a única coisa que torna possível o amor, a bondade e a alegria. Em um mundo sem escolha, tudo seria automático, como uma máquina, mas o amor real requer uma decisão consciente. Deus nos deu o livre-arbítrio porque Ele deseja que o amemos voluntariamente.
Pergunte aos alunos: “O que você acha do argumento de C.S. Lewis de que um mundo sem livre-arbítrio seria um mundo sem amor genuíno? O que isso diz sobre a natureza do amor de Deus?”
A lição reforça que, ao conceder o livre-arbítrio, Deus nos deu uma liberdade real, embora isso significasse que o mal poderia surgir devido ao uso indevido dessa liberdade. O amor não pode ser forçado, e é por meio da escolha de amar que encontramos o verdadeiro propósito de nossas vidas. Deus não quis criar um mundo de robôs, mas um mundo de seres livres que possam escolher amá-Lo.
Exemplo de Ellen G. White: Ellen G. White, em O Desejado de Todas as Nações, escreve sobre o livre-arbítrio como um elemento fundamental no governo de Deus. Ela enfatiza que, apesar do risco de rebelão, a liberdade dada a Adão e Eva foi uma expressão do amor de Deus, pois Ele não deseja um serviço forçado, mas voluntário. Ela também destaca que a possibilidade do mal, embora trágica, mostra a grandeza do amor de Deus, que nos criou para que escolhêssemos segui-Lo por nossa própria vontade.
Você pode compartilhar um trecho que fala sobre como o amor de Deus, embora permitindo a liberdade, nunca nos abandona, mesmo quando escolhemos mal. Isso ajudará os alunos a compreenderem que, embora o livre-arbítrio permita o mal, o amor de Deus sempre oferece uma oportunidade de redenção.
Perguntas de reflexão:
-
“Como você vê o livre-arbítrio como um presente de Deus, mesmo sabendo que ele possibilita o mal? Como isso muda sua visão sobre a liberdade de escolha?”
- (O livre-arbítrio é, de fato, um presente divino, pois sem ele, o amor e as boas escolhas não seriam possíveis. A liberdade de escolha é um sinal do respeito de Deus por nossa capacidade de decidir, mas também nos lembra da responsabilidade que vem com essa liberdade.)
-
“O que você acha que significa para Deus permitir que o mal exista por um tempo, sabendo das suas consequências? Como isso reflete Seu caráter?”
- (Deus permite o mal temporariamente porque Ele entende que a liberdade de escolha é essencial para o verdadeiro amor. Ele poderia ter removido o mal, mas isso teria sido um risco à liberdade que Ele concedeu. A paciência de Deus diante do mal demonstra Seu respeito pela liberdade humana e Sua confiança em que, no final, todos verão a Sua justiça.)
Fechamento: Para finalizar o estudo de quarta-feira, você pode destacar a ideia central de que o livre-arbítrio é um presente divino, apesar das consequências que ele pode trazer. Deus nos deu a liberdade para amá-Lo de forma genuína e, embora essa liberdade tenha sido abusada, Ele continua a nos oferecer a oportunidade de escolha.
Encoraje os alunos a refletirem sobre como o uso do livre-arbítrio pode impactar suas próprias vidas espirituais, lembrando que, embora possamos falhar, o amor de Deus sempre está disposto a nos restaurar, oferecendo-nos novas chances de escolher o bem.
Conclua com a reflexão de que, enquanto o mal existe, Deus, em Sua infinita sabedoria, nos permite viver livremente, e é essa liberdade que nos chama a buscar e amar a Ele com toda a nossa alma.
Quinta-feira: “O Amor e o Mal”
Contextualização: Na quinta-feira, a lição aborda a relação intrínseca entre o amor e o mal. Deus concedeu o livre-arbítrio aos Seus seres criados, mas é importante entender que esse livre-arbítrio não é apenas uma questão de liberdade para fazer escolhas; ele é essencial para que o amor exista de forma genuína. A lição nos convida a refletir sobre o porquê de Deus permitir o mal, sabendo das consequências que ele traz, e como isso se relaciona com o Seu amor por nós.
O texto destaca que o mal só pode existir em um contexto de liberdade. Se Deus excluísse a possibilidade do mal, Ele também estaria excluindo a possibilidade do amor verdadeiro. A razão de Deus permitir o mal, ainda que Ele o deteste, está em Sua preferência por um amor genuíno e voluntário. Isso pode ser difícil de entender, mas é fundamental compreender que a liberdade para escolher o bem é uma expressão do grande amor de Deus.
Para iniciar, pergunte aos alunos: “Como você entende a ideia de que, para o amor existir, a liberdade para escolher o mal também precisa existir? Você acha que isso torna a escolha mais significativa?”
Essa pergunta ajudará os alunos a refletirem sobre a importância da liberdade para o amor verdadeiro. Ao mesmo tempo, é importante discutir como o mal e o sofrimento são permitidos por um tempo, mas com a promessa de que, no fim, Deus trará um fim definitivo a todo o mal.
Perguntas para reflexão:
-
“Deus permite que o mal exista, mesmo sabendo o sofrimento que ele causa. O que isso diz sobre o Seu caráter e sobre o valor que Ele atribui ao livre-arbítrio?”
- (Essa permissão para o mal é uma forma de Deus respeitar a liberdade de escolha que Ele nos deu. Ele não quer um amor forçado, mas um amor voluntário. Essa liberdade é um valor tão grande que Deus permite que a escolha do mal seja possível, embora Ele abomine o mal e seu impacto.)
-
“Ellen G. White afirma que o amor não pode ser imposto, e só o amor desperta amor. Como isso se aplica à nossa vida espiritual? Você já experimentou o amor de Deus de uma maneira que foi uma escolha voluntária, e não forçada?”
- (Essa afirmação de Ellen G. White é um lembrete de que o amor não é uma obrigação ou um comando; ele nasce do coração. Em nossa vida espiritual, quando escolhemos amar a Deus e seguir Seus caminhos de livre vontade, isso reflete o tipo de amor que Ele deseja que tenhamos em nosso relacionamento com Ele.)
Explorando o Sofrimento e a Esperança: A lição também nos leva a refletir sobre a esperança que temos em Cristo, mesmo diante do sofrimento. Em Apocalipse 21:3-4, somos lembrados de que, embora o mal exista por um tempo, Deus tem uma promessa de um futuro sem dor, sem sofrimento e sem mal. Isso nos dá confiança na bondade de Deus, apesar do mal que vemos ao nosso redor. A lição nos lembra que, mesmo nos momentos de sofrimento, Deus já determinou um fim para o mal, e a promessa de que Ele enxugará todas as lágrimas nos dá a esperança de que o mal não terá a última palavra.
Pergunte aos alunos: “Como o versículo de Apocalipse 21:3-4 fortalece sua confiança em Deus, especialmente em tempos de sofrimento? O que você entende por ‘Deus enxugará toda a lágrima’?”
Esse versículo é uma fonte de esperança, pois nos lembra de que Deus tem o controle da história, e, no fim, o sofrimento será superado. Essa é uma promessa que devemos sempre ter em mente, principalmente quando nos deparamos com situações difíceis.
Exemplo de Ellen G. White: Ellen G. White em O Desejado de Todas as Nações enfatiza que Deus não usa a força para governar, mas o poder do amor. Ela explica que a razão pela qual o mal não foi destruído imediatamente após a rebelião de Satanás é que Deus queria garantir que todos os seres inteligentes, tanto os anjos quanto os humanos, compreendessem a verdadeira natureza do pecado e suas consequências. A história da rebelião de Satanás será uma lição para o universo por toda a eternidade, para que ninguém mais seja enganado.
Você pode compartilhar um trecho de O Desejado de Todas as Nações, onde Ellen G. White fala sobre o sofrimento de Cristo na cruz como o maior exemplo de amor, mostrando que, embora o mal tenha surgido por causa da liberdade, Deus usou esse mal para manifestar Seu amor de maneira suprema. Essa compreensão ajudará os alunos a verem o sofrimento não como um sinal de que Deus falhou, mas como um meio de revelar Sua imensurável bondade.
Perguntas de reflexão:
-
“Como você se sente ao pensar que Deus usa até mesmo o sofrimento e o mal para revelar Seu amor? Como isso muda sua visão sobre as dificuldades que você enfrenta?”
- (Essa perspectiva pode nos ajudar a entender que, mesmo nas dificuldades, Deus está agindo para revelar Seu amor e nos transformar. O sofrimento não é um sinal de que Deus não se importa, mas, às vezes, Ele usa as dificuldades para nos moldar e nos aproximar mais d’Ele.)
-
“Quando pensamos no fim do sofrimento e do mal prometido por Deus, como isso pode nos ajudar a manter a esperança e a confiança em Deus, mesmo quando enfrentamos tribulações?”
- (Essa promessa de que, no final, Deus fará tudo novo e eliminará o mal é um consolo profundo. Ela nos lembra que nossas dificuldades são temporárias e que a vitória final já foi garantida por Cristo. A esperança de um futuro sem dor e sofrimento nos fortalece para suportar as dificuldades do presente.)
Fechamento: Finalize o estudo de quinta-feira destacando que, embora o mal seja uma realidade presente, ele não será eterno. Deus, em Seu amor, permite que a liberdade exista, o que possibilita o mal, mas também nos oferece a esperança de que, no final, Ele triunfará sobre o mal. Ao permitir que o mal exista temporariamente, Ele mantém nossa liberdade de escolha, e essa liberdade é a base do amor genuíno. A esperança da vitória final sobre o mal, conforme descrito em Apocalipse 21:4, nos dá confiança e fé na bondade de Deus.
Encoraje os alunos a refletirem sobre a importância de escolher a Deus, de forma voluntária e com amor, e como essa escolha influencia não só nossas vidas, mas o plano eterno de Deus para todos nós.
Sexta-feira: Conclusão – Estudo Adicional e Reflexão
Contextualização: Na sexta-feira, a lição nos leva a um estudo adicional com base em Patriarcas e Profetas, de Ellen G. White, onde ela explora a origem do mal. A autora nos apresenta a reflexão sobre o que aconteceu no céu e como a rebelião de Satanás foi um ponto crucial na história do mal. Embora Satanás tenha sido expulso do céu, Deus, em Sua infinita sabedoria, não destruiu o rebelde imediatamente. Isso ocorreu porque o mal, que surgiu por causa da liberdade que Deus concedeu aos seres criados, tinha que ser compreendido por todos os seres do universo.
Deus permitiu que a rebelião de Satanás fosse um testemunho para o futuro, para que todos pudessem aprender sobre a verdadeira natureza do pecado e suas consequências. De acordo com Ellen G. White, a história da rebelião de Satanás será uma lição eterna para os seres inteligentes, mostrando que a desobediência à autoridade divina leva a destruição, e que, em contraste, o governo de Deus garante o bem-estar de todos os Seus criados.
Estudo Adicional: Em Patriarcas e Profetas, Ellen G. White nos ensina que a história do mal e da rebelião de Satanás servirá como uma “salvaguarda perpétua” para todo o universo. Após a conclusão da história, o mal nunca mais será questionado, pois todos saberão que suas consequências são devastadoras. Essa compreensão nos ajuda a ver que Deus, em Sua justiça e amor, permite que o mal se desenrole temporariamente para que a verdadeira natureza do pecado seja totalmente compreendida, e assim ninguém mais seja enganado.
Reflexão e Aplicação: O mal pode parecer uma grande incógnita, mas a lição de hoje nos lembra de que Deus, em Sua sabedoria e amor, permite sua existência temporária para preservar o amor genuíno, a liberdade de escolha e o conhecimento do bem e do mal. Quando pensamos sobre o sofrimento e a dor que o mal causa, é importante lembrar que essa não é a última palavra. Deus tem um plano eterno para restaurar tudo e eliminar o mal para sempre. A promessa de Apocalipse 21:4 nos assegura de que Deus enxugará todas as lágrimas e não haverá mais dor, sofrimento ou morte. Isso é uma esperança firme, que podemos carregar conosco.
Perguntas de Reflexão para os Alunos:
-
“Como o entendimento de que o mal é uma lição eterna para o universo, como ensinado por Ellen G. White, altera nossa perspectiva sobre o sofrimento e a vitória de Deus?”
- (Essa compreensão nos ajuda a perceber que o sofrimento e o mal têm um propósito maior e que Deus está permitindo que tudo isso aconteça para que, finalmente, todo o universo saiba que o mal não vale a pena e que a liberdade em Deus é a verdadeira fonte de amor e segurança.)
-
“O que significa para você saber que, no fim, o mal será erradicado e não haverá mais sofrimento? Como isso impacta sua confiança em Deus?”
- (Essa promessa traz grande esperança, pois nos lembra de que nossas dificuldades não são eternas. Deus tem um plano para pôr fim ao mal e restaurar todas as coisas, o que nos ajuda a confiar n’Ele, mesmo em meio ao sofrimento presente.)
-
“Como podemos ser instrumentos de Deus para compartilhar com os outros a esperança de que Ele trará o fim do mal, como prometido em Apocalipse 21:4?”
- (Como cristãos, somos chamados a ser luz no mundo e a compartilhar a esperança da vitória de Deus sobre o mal. Podemos fazer isso através de nossas palavras, ações e fé, oferecendo consolo e encorajamento àqueles que estão sofrendo.)
Conclusão Final: Ao longo desta semana, aprendemos que o problema do mal é complexo, mas Deus nos oferece respostas claras em Sua Palavra. Através do livre-arbítrio, Deus nos deu a liberdade de escolher, e essa liberdade é essencial para que o amor genuíno exista. Embora o mal tenha surgido devido ao mau uso do livre-arbítrio, Deus, em Sua sabedoria, permite que ele exista temporariamente, para que o amor verdadeiro seja reconhecido e para que as criaturas do universo compreendam a natureza do pecado e suas consequências.
Apocalipse 21:4 é uma promessa de esperança, nos lembrando que, no fim, Deus trará um fim ao mal e ao sofrimento. Isso fortalece nossa fé e confiança n’Ele. Como cristãos, devemos viver com a esperança de que Deus vencerá o mal e nos dará a vitória final.
Desafio para os Alunos: Encerramos esta lição com um desafio: lembre-se de que, embora o mal e o sofrimento sejam reais, temos uma esperança segura em Cristo. O mal não terá a última palavra, e Deus já determinou o fim de todo o sofrimento. Compartilhe essa esperança com aqueles ao seu redor e mantenha firme sua fé na promessa de que Deus, um dia, enxugará todas as lágrimas e fará novas todas as coisas.
Post Views: